Testemunhos

Nos últimos anos diversos alunos têm completado o Doutoramento em Ciências Biomédicas em projecto envolvendo diversos investigadores da Universidade do Algarve e colaborações com investigadores de  instituições nacionais e internacionais. Aqui ficam alguns testemunhos desses ex-alunos que já completaram o seu doutoramento.


Márcio Simão

O programa de doutoramento em ciências biomédicas na Universidade do Algarve permitiu-me crescer como pessoa e como investigador, tendo sido por isso muito gratificante passar por todos os desafios. Permitiu-me desenvolver espírito crítico, valorizar trabalho de equipa e progressivamente aumentar o grau de curiosidade por áreas científicas para além do meu próprio projecto através da assistência de várias palestras cientificas de colegas e investigadores internacionais no âmbito das actividades do programa de doutoramento assim como o desenvolvimento de ferramentas para a divulgação dos resultados associados ao meu projecto de tese. Finalista do Programa de doutoramento em CBM.


Iris Silva

Eu iniciei o meu doutoramento no programa doutoral de Ciências Biomédicas da Universidade do Algarve em Janeiro de 2012 e terminei em Dezembro de 2015. Fiz um projecto no laboratório da professora Leonor Cancela e em colaboração com a Doutora Laetitia Michou, uma reumatologista no Quebéc, Canadá, sobre a caracterização de genes envolvidos na Doença Óssea de Paget. No geral penso que a minha experiência com o programa doutoral em CBM na Universidade do Algarve foi bastante positiva. Um dos pontos mais positivos na minha opinião foi definitivamente a oportunidade de lecionar algumas aulas práticas, sendo este um requisito do próprio programa doutoral. Assim, tive a oportunidade de ganhar alguma experiência no meu método de ensino e de melhorar a forma com que explicava as coisas. Após esta experiência já fui convidada para dar mais algumas aulas práticas, e sinto me muito mais confiante e à vontade quando o faço. Por isso acho que foi uma boa experiência. O facto de nos pedirem um relatório anual também ajudou no tempo despendido na produção da tese final, por isso também acho que foi um ponto positivo. Outro ponto fulcral no meu trabalho foi a existência de um comité de acompanhamento. No meu caso os membros desse comité deram muito boas sugestões para o progresso do meu trabalho.  Além disso, o facto de ter tido uma colaboração internacional onde trabalhei com amostras de doentes também permitiu que tivesse uma proposta para uma posição como Pos-doc no grupo da professora Margarida Amaral, um grupo com imensas colaborações internacionais onde agora tenho oportunidade de fazer estudos funcionais que afectam directamente a terapia e a vida de doentes com fibrose quistica. Se tenho de fazer alguma crítica será no âmbito da obrigatoriedade na participação em congressos nacionais ou internacionais. Entendo e concordo com a importância de levarmos o nosso trabalho a encontros internacionais mas haver uma obrigatoriedade anual também faz com que por vezes tenhamos de ir a encontros que não são exactamente na nossa área (por ex no meu caso em vez de ir a encontros especificos na área da biologia do osso, teria de optar por um em biologia molecular (mais geral)). Outro problema é o facto da FCT apenas fornecer uma ajuda de custo no valor de 750 euros durante os 4 anos para a ida a congressos. No meu caso usei-os da primeira vez que fui a um congresso internacional na minha área. Também fui beneficiada por estar num grupo com a capacidade de suportar os custos de todas as outras idas a congressos ao longo do meu doutoramento, no entanto tive alguns colegas que se queixaram de não ter esta ajuda por parte do orientador. Acho que este é um ponto a ser discutido. Outra questão que poderia ser repensada é a apresentação anual do nosso trabalho nas Jornadas. Já tive oportunidade de ver este tipo de apresentações em outros programas doutorais e as questões colocadas pareceram me muito mais dificeis e complexas do que as que nos fizeram na Universidade do Algarve. As que eu vi em outras universidades tinham "juris" mais especificos para o trabalho de cada um e faziam perguntas mais complexas, como se tratasse mesmo de uma mini defesa, enquanto que nas nossas tinhamos os mesmos 3 membros para todos os doutorandos. Apesar desses pequenos detalhes, no geral, foi uma experiência muito positiva. 


Ana Vanessa Oliveira

O meu doutoramento em Ciências Biomédicas surgiu no seguimento do mestrado também ele em Ciências Biomédicas e que veio complementar o leque alargado de técnicas e diferentes linhas de investigação que conhecia. Isso aliado à possibilidade de poder estar num laboratório no estrangeiro, devido à minha bolsa mista atribuída pela FCT, e ter de apresentar o meu trabalho em conferências da minha área possibilitou-me múltiplas oportunidades de networking e ajudaram-me na transição para o post-doc. Foi durante o doutoramento que fiquei a conhecer diferentes aspectos relacionados com modelos de doenças, nomeadamente retinopatia diabética, e isso despertou o meu interesse na área sendo que actualmente trabalho no desenvolvimento de um novo modelo de diabetes.   


Ana Isabel Santos

O Programa Doutoral em Ciências Biomédicas foi uma grande oportunidade de crescer enquanto investigadora e perseguir os meus objetivos a nível científico na minha área de interesse. Ao integrar o Centro de Investigação e Biomedicina da Universidade do Algarve, entrei em contacto com investigadores influentes nacional e internacionalmente, o que permitiu uma interação próxima com vários grupos, a partilha de conhecimentos e manter um olhar crítico e externo sobre o meu trabalho. O facto de realizarmos apresentações orais do nosso trabalho no CBMR regularmente, ajuda-nos a perceber o que podemos fazer de maneira diferente e a orientar o caminho a seguir. Ainda, a entrega de relatórios anuais com o trabalho realizado e a apresentação anual em jornadas do Programa Doutoral, é mais um incentivo e motivação para a realização de mais trabalho e obtenção de mais resultados. Por outro lado, de salientar que tanto a minha orientadora como o Programa Doutoral, incentivam e requerem a participação e apresentação de trabalho em congressos nacionais e internacionais, o que me deu a oportunidade de apresentar o meu trabalho, assim como estabelecer contactos, com grandes nomes da minha área de interesse, criando ligações para o futuro. Do mesmo modo, o trabalho realizado foi ou será publicado em revistas internacionais da área. Todos estes fatores contribuíram para enriquecer o meu curriculum, e para me preparar para a minha futura carreira, na qual terei todo o prazer em continuar a colaborar com o DCBM. 


Filipe Carvalho

Durante o doutoramento foi-me possível adquirir competências nas áreas de histologia, biologia molecular, bioinformática e manipulação de modelos animais de doenças humanas, nomeadamente de diabetes. Considero que os conhecimentos adquiridos foram de excelente qualidade visto que o trabalho desenvolvido, originou descobertas passivas de publicação em revistas científicas. Julgo que a formação adquirida equipou-me das mais diferentes habilidades necessárias ao desenvolvimento de um trabalho ciêntifico de excelência. 


Brigite Simões Rodrigues

Após a conclusão da licenciatura em Bioquímica na Universidade do Algarve tive a oportunidade de trabalhar, durante 2 anos, como técnica de investigação na mesma Universidade (Grupo: Professora Leonor Cancela). Esses dois anos dedicados a projectos de investigação cimentaram o meu desejo de prosseguir uma carreira científica e ajudaram-me a decidir que a Universidade do Algarve seria a opção escolhida para este fim, devido ás excelentes instalações, assim como pelo excelente ambiente de amizade e inter-ajuda entre a comunidade científica nesta universidade. Durante a realização do doutoramento em Ciências Biomédicas, na Universidade do Algarve, financiado pela FCT, tive a oportunidade de participar em diversas acções de divulgação de ciência, organização de congressos científicos e envolvimento no ensino superior, através de apresentações em seminários e demonstrações em aulas práticas. Estas atividades permitiram o meu crescimento como investigadora. Após a conclusão do Doutoramento tive a oportunidade de trabalhar como investigadora num projeto (Universidade de Bath, UK) onde o principal objetivo foi a produção de linhas transgénicas de peixe zebra para serem disponibilizadas à comunidade científica internacional. Depois da conclusão deste projeto, decidi alterar o percurso da minha carreira e encontro-me, neste momento, a trabalhar como Supervisora Técnica e Coordenadora de Saúde, Segurança e Meio Ambiente no Departamento de Engenharia Química da Universidade de Bath, tendo trocado o trabalho de laboratório pelo apoio ao departamento, de modo a proporcionar a outros estudantes e investigadores uma experiência, no mínimo, tão agradável como a minha.