Testemunhos

Eduardo Simões Ventura (Interno de Formação Específica Cirurgia Maxilo-Facial – Centro Hospitalar do Porto)

 

Após a minha Licenciatura em Medicina Dentária, e depois de trabalhar como Médico Dentista em Portugal e em Inglaterra, onde também tive oportunidade de estudar Implantologia no Eastman Dental Institute – University College of London, decidi que precisava de expandir o meu campo de acção. Como tal resolvi candidatar-me ao Mestrado Integrado em Medicina da Universidade do Algarve, onde ingressei em 2010.

Desde o início do meu percurso académico na UAlg encontrei uma equipa de professores, médicos e outros colaboradores extremamente motivados em potenciar a nossa evolução como estudantes de Medicina e futuros clínicos. Olhando em retrospectiva, considero como pontos fortes do Curso a metodologia  PBL (Problem Based Learning - uma ferramenta de indubitável eficácia para guiar a aquisição de conhecimentos durante toda o programa de formação), a possibilidade de participar em Projectos de Investigação Clínicos e Laboratoriais e um rácio tutor/aluno nos Estágios das diferentes Especialidades que considero quase imbatível.

Ter completado o Mestrado Integrado em Medicina na Universidade do Algarve foi uma experiência fantástica onde tive oportunidade de fazer grandes amigos e contactar com Especialistas de renome internacional, mas que principalmente me permitiu obter as bases necessárias para iniciar a minha prática clínica em Medicina e ter ingressado no Internato de Formação Específica em Cirurgia Maxilo-Facial.


Lúcia Gomes (Interna de Medicina Física e de Reabilitação do CHA)

Durante o meu percurso académico já se fazia prever o desfecho profissional pretendido, restava saber a possibilidade de tal acontecer... Momentos difíceis passaram, com muitas inseguranças e sensação de impotência que, apesar de tudo, fazem parte da carreira médica. Foi sobretudo a necessidade de procura e partilha de informação, tendo em vista o melhor para os outros (colegas, doentes fictícios e, mais tarde, doentes reais), e a consciência de que tudo é relativo e está em constante atualização/modificação, que me deu a bagagem necessária para perceber que somos apenas uma pequeníssima parte da vida de alguém mas que podemos, num momento preciso, fazer toda a diferença. É esse o espírito que move a minha atividade profissional e é com esse espírito que espero poder traçar o meu futuro e o futuro daqueles que comigo o percorrerem, seja no gabinete de consulta, no ginásio ou na vida.

Um bem haja ao Curso de Medicina da Universidade do Algarve e a todos os que, todos os dias, fazem esse sonho manter-se uma realidade.


Manuel Machado (Interno de Neurologia Centro Hospitalar de Lisboa Central)

 

Quando entrei para Medicina era já Psicólogo Clínico. Concorri ao curso de Mestrado Integrado em Medicina pelo seu currículo, que baseado em metodologia PBL, me parecia mais estimulante, principalmente para quem já teve uma profissão de ajuda. As expectativas foram ultrapassadas, pela metodologia como também pelo companheirismo que esta mesma exige. Sinto que aprendi a ser médico da melhor maneira possível, enaltecendo sempre a componente humana tão importante agora que me enchem as urgências de pressão de tempo, de falta de condições físicas, no atendimento a pessoas que independente da sua abordagem estão em sofrimento e que é preciso atender.

Agora faço o internato médico complementar de Neurologia no Centro Hospitalar Lisboa Central. Aqui também o que aprendi no curso me é importante. Não penso só nos conhecimentos adquiridos, saliento antes a preparação para saber preparar-me para o internato e toda a especificidade que o mesmo implica: a focar no mais importante, a estabelecer uma hierarquia de estudo, e com um sentido aplicado à situação concreta, competências fundamentais para esta fase de formação.


Cristovão Tiago Pinto

 

O curso de Medicina da Universidade do Algarve permitiu-me cumprir um sonho que me acompanhou ao longo de vários anos: o poder enveredar pela carreira médica. Este curso apresenta uma vertente muito prática desde o primeiro ano, através de estágios em contexto clínico e contacto com diversos profissionais, experiências e vivências em diferentes áreas do saber. A metodologia de ensino-aprendizagem (PBL) é, a meu ver, um dos grandes diferenciais do curso que, associado ao profissionalismo e acompanhamento constante dos docentes e tutores, nos permite evoluir e desenvolver conhecimentos de uma forma gradual e única. Aprender baseados na prática, com discussão de casos clínicos e situações problema, promove e incentiva o raciocínio clínico e a nossa ânsia de crescer em termos profissionais e pessoais. Somos formados com elevado nível de qualidade em termos académico e científico, mas importa ressalvar que a preocupação e promoção da vertente humana e pessoal, que nos constrói e torna profissionais diferenciados e completos, é uma constante ao longo dos anos formativos.


Ana Isabel Gomes

 

Como Enfermeira de Saúde Comunitária e Mestre em Edição desejava aprender mais da ciência de ajudar as pessoas na manutenção e/ou recuperação da sua saúde física e mental e na arte de comunicar em momentos definidores da vida. Concorri e integrei o primeiro ano do Mestrado Integrado em Medicina da UAlg com o peso das apreensões externas sobre a maneira inovadora como estava delineado e que estava totalmente fora da linha de ensino vigente até então em Portugal. Desde a primeira semana que é exigido do estudante muito mais que capacidade de memorização. É necessária uma postura ativa de busca de saber, espirito de reflexão, consciência do erro e abertura à melhoria com foco no sujeito pessoa, família e sociedade. Há um foco na integração de conhecimentos teóricos e simultaneamente práticos propicio à resolução de problemas reais do contexto médico que me permitiu não só realizar estágios com uma autonomia valorizada por todos em cada serviço hospitalar português por onde passei, como iniciar a minha carreira e especialização na Alemanha, com elogios frequentes às características da minha formação enquanto médica.


André Candelária (Interno de Formação Específica em Medicina Geral e Familiar na USF Ponte)

 

Ingressei no Mestrado Integrado em Medicina da Universidade do Algarve (MIM-UAlg) em 2011, tendo como formação prévia um Mestrado Integrado em Engenharia do Ambiente (na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa) seguido de cinco anos de experiência profissional (um ano como bolseiro de investigação científica na área da energia das ondas, e quatro anos numa empresa de certificação energética e climatização sustentável de edifícios, em Lisboa). O facto de ter uma formação base fora da área da Saúde pôs-me inicialmente um pouco renitente quanto à minha adaptação a um curso de Medicina para licenciados com os moldes da UAlg, e levou-me a investigar cuidadosamente acerca da metodologia de ensino lá praticada - o Ensino Baseado em Problemas ou Problem Based Learning (PBL). Rapidamente me fui apercebendo, quer pela experiência até então dos colegas do MIM-UAlg, quer por testemunhos de outros colegas de universidades no estrangeiro com a mesma metodologia de ensino, que o formato PBL faz todo o sentido também para licenciados em Ciências fora da área da Saúde. Naturalmente que, principalmente no primeiro ano do curso, o desafio é redobrado: para além de querermos acompanhar todos os PBL, queremos estar ao nível dos nossos colegas mais familiarizados com conceitos médicos. Nem sempre é fácil este desafio inicial, que se pode refletir em maior insegurança e dificuldade aparente, e que se tenta compensar com mais horas de estudo. Contudo, com o passar do tempo essa diferença inicial vai-se esbatendo, até desaparecer completamente (e as que existem no final do curso devem-se apenas a questões individuais, e não a questões de formação prévia). 

Gostaria de salientar que a metodologia em PBL exige muito trabalho por parte do estudante, que ativamente tem que procurar a informação pretendida, integrando conceitos de ciências básicas com a clínica (sendo que os seminários complementam esse estudo). Em contrapartida, a partilha de conhecimentos de estudo com colegas com diferentes backgrounds, experiências profissionais e visões do mundo, que ocorre nas sessões em grupo de PBL, tornam esta metodologia de estudo extremamente motivadora, eficaz e enriquecedora do ponto de vista humano. As sessões em grupo de PBL têm uma dimensão única e muito especial, que nunca esquecerei. No MIM-UAlg, os estágios ao nível dos Cuidados de Saúde Primários (que podem incluir Cuidados Paliativos) e hospitalares são maioritariamente de grande qualidade, havendo um dos rácios tutor-aluno mais baixos do país, o que sem sombra de dúvida eleva a qualidade da aprendizagem. Faz ainda parte do currículo do curso um estágio eletivo de dois meses, que pode ser realizado em qualquer área e em qualquer local do mundo. Estive dois meses em Anestesiologia no King’s College Hospital, em Londres, o que foi uma experiência inesquecível e muito rica a nível profissional e pessoal. Acredito ainda que o MIM-UAlg forma médicos completos em todas as vertentes da Medicina, pois assenta em três pilares fundamentais: competências clínicas, competências de comunicação e competências práticas. Quer no Ano Comum, quer no internato da especialidade, tenho verificado que a integração dessas competências adquiridas ao longo do curso é essencial na prática clínica, o que é uma grande mais-valia do nosso curso. Em jeito de conclusão, recomendo vivamente a quem queira mudar radicalmente de vida e se atirar de cabeça ao grande desafio que é tirar um curso de Medicina, que se candidate ao MIM-UAlg. Boa sorte!


Rui Buzaco

O meu percurso académico iniciou-se na área das Ciências com uma Licenciatura em Bioquímica. Ao terminar a Universidade, contruí o meu percurso profissional na área dos ensaios clínicos, o que me permitiu um contacto permanente com o ambiente hospitalar, com doentes e com equipas médicas. Esta relação estreita com a Medicina acentuou a minha vontade de saber mais e de ajudar outros, e mostrava-me diariamente o quão aliciante e dinâmica é a Medicina contemporânea. Iniciei o curso de Medicina da UAlg no 2ºMIM, num ambiente de correlação estreita com colegas e professores, numa relação muito própria centrada na medicina humanista e na relação com o doente e com os pares. O curso na UAlg permitiu-me aprender e trabalhar com pessoas que admiro e que dedicam a sua vida aos outros e à ciência Foi um experiência recompensante e progressista, com a  preocupação de nos fornecerem os melhores sítios para realizarmos estágios e para que nos mantivéssemos num ambiente próximo dos tutores, com rácio de um aluno para cada médico assistente. Relevo também o estímulo para que a nossa educação médica incluísse tanto o ensino clinico como o laboratorial, permitindo-me conhecer o papel da medicina na investigação e na saúde pública. Existe ainda um incentivo para realizar estágios fora do país, o que no meu caso me permitiu trabalhar no Reino Unido e Estados Unidos, em locais de referência, reflectindo-se estas experiências em mais valias profissionais, pessoais e académicas,  o que me tornou possível a  integração em trabalhos que resultaram em publicações em revistas internacionais ainda durante o curso.


Rute Martins

 

Ingressei no Mestrado Integrado em Medicina (MIM) da UAlg em Setembro de 2012, e cedo me apercebi ter sido a melhor decisão de realização pessoal que poderia ter tomado. Anteriormente ao meu ingresso no MIM, completei uma licenciatura em Biologia, após a qual iniciei o meu percurso em investigação na área de genética humana. Fiz o habitual percurso de um jovem cientista, passando por diversos projectos de investigação, culminando na concretização de um doutoramento em 2011. Nesta altura, senti a necessidade de trabalhar mais directamente na área da saúde, com maior contacto com a vida humana, e percebi que poderia canalizar esta vontade de querer ajudar o próximo para uma profissão que me permitisse mais gratificação e satisfação; o que dificilmente conseguiria obter na minha escolha profissional da altura, considerando que a própria investigação translacional é um processo longo e algo paralelo ao que eu ambicionava. Em 2016, fui uma das finalistas do MIM, e sou actualmente médica interna do Ano Comum, no Centro Hospitalar do Algarve – Unidade de Faro, e a concretização e materialização desta conquista, todos os dias, confirma-me que a minha decisão e aposta no MIM não poderia ter sido mais acertada. No MIM, temos a oportunidade de aprender através de um programa de Ensino Baseado em Problemas, um sistema altamente estimulante, onde a discussão de casos clínicos constituem a base da nossa aprendizagem, incidindo sobre os vários pilares da medicina (fisiologia, anatomia, patologia, terapêutica, etc.). Por outro lado, temos imenso contacto com os doentes, tanto em contexto do centro de saúde, como hospitalar, o que nos permite desenvolver precocemente técnicas comunicacionais, empáticas, e estimular o tacto e sensibilidade para com os doentes, que são ferramentas cruciais na nossa prática médica diária. Particularmente, no MIM, existe uma cultura e formação incisiva sobre a importância da “humanização da saúde”, o que se traduz em olharmos e interpretarmos um doente, não apenas como um indivíduo, mas principalmente de nos sabermos colocar 'na sua pele', por forma a podermos proporcionar uma abordagem clínica e humana o mais adequada e digna possível. Aos futuros alunos, fica o desejo de que se sintam tão realizados e satisfeitos quanto eu, a quem deixo também votos de força e coragem para ultrapassarem as dificuldades inerentes a um curso de Medicina.